Raiva Não É o Problema. É o Que Você Faz Com Ela
Você disse algo que não queria ter dito. Ou fez algo que não planejava fazer. Reagiu de uma forma que surpreendeu até você mesmo, com uma intensidade que parecia desproporcional ao que tinha acontecido. E quando passou, veio a segunda parte, que muitas pessoas conhecem melhor do que a raiva em si: a culpa. A vergonha. A pergunta que fica suspensa sem resposta. Por que eu agi assim? A resposta que a maioria encontra é a mais óbvia e a mais errada: porque você tem um problema com raiva. Porque você é explosivo, impulsivo, difícil. Porque você precisa aprender a se controlar. Mas e se a explosão não fosse o problema? E se fosse o sinal de que a raiva não encontrou saída antes de ser grande demais para caber? Este artigo não é sobre como controlar a raiva. É sobre o que ela está dizendo. Sobre por que foi suprimida. E sobre o que acontece, no psiquismo e no corpo, quando uma emoção tão fundamental quanto essa não encontra caminho.