BLOG TERAPÊUTICO

Reflexões profundas sobre emoções, inconsciente e transformação emocional.

Artigos sobre psicanálise, ansiedade, comportamento humano, relacionamentos e autoconhecimento.

Psicanálise

Raiva Não É o Problema. É o Que Você Faz Com Ela

Você disse algo que não queria ter dito. Ou fez algo que não planejava fazer. Reagiu de uma forma que surpreendeu até você mesmo, com uma intensidade que parecia desproporcional ao que tinha acontecido. E quando passou, veio a segunda parte, que muitas pessoas conhecem melhor do que a raiva em si: a culpa. A vergonha. A pergunta que fica suspensa sem resposta. Por que eu agi assim? A resposta que a maioria encontra é a mais óbvia e a mais errada: porque você tem um problema com raiva. Porque você é explosivo, impulsivo, difícil. Porque você precisa aprender a se controlar. Mas e se a explosão não fosse o problema? E se fosse o sinal de que a raiva não encontrou saída antes de ser grande demais para caber? Este artigo não é sobre como controlar a raiva. É sobre o que ela está dizendo. Sobre por que foi suprimida. E sobre o que acontece, no psiquismo e no corpo, quando uma emoção tão fundamental quanto essa não encontra caminho.

Psicanálise

Solidão Não É Estar Sozinho.

Pense em duas pessoas... A primeira está numa festa. A sala está cheia, a conversa não para, alguém sempre chama pelo nome dela. E mesmo assim, no meio de tudo aquilo, ela carrega algo que não consegue nomear. Um vazio que a presença das pessoas não preenche. Uma distância que nenhuma proximidade dissolve. Ela sorri, responde, participa. Mas está, de alguma forma, ausente de si mesma. A segunda está sozinha. Um fim de semana sem planos, sem compromissos, sem ninguém para ligar. E ela está bem. Presente. Em paz com o silêncio de uma forma que não precisa ser explicada nem preenchida. As duas situações descrevem pessoas reais. E a diferença entre elas não está em quantas pessoas estão ao redor, nem em qual das duas é mais extrovertida ou mais introvertida. Está em algo que aconteceu muito antes de qualquer escolha consciente sobre como passar o tempo. Este artigo investiga o que é essa diferença. De onde ela vem. E o que fica quando ela não foi construída.

Psicanálise

Por Que Você Tem Vergonha do Que Sente

Você estava prestes a chorar. E não chorou. Não porque a emoção passou. Porque algo dentro de você a interceptou antes que chegasse ao rosto. Uma contração discreta, automática, que aconteceu antes de qualquer decisão consciente. O olho ficou seco. A voz, estável. E você seguiu a conversa como se nada estivesse acontecendo por dentro. Ou então estava com raiva. Uma raiva legítima, proporcional ao que havia acontecido. E mesmo assim você a engoliu. Sorriu quando não queria. Disse que estava bem quando não estava. Escolheu a paz de fora em detrimento de tudo o que estava acontecendo por dentro. Não é fraqueza. Não é falta de autenticidade. É um mecanismo que foi instalado muito antes de você ter palavras para descrevê-lo. E que desde então opera com uma eficiência que nenhuma decisão racional consegue desligar. A pergunta que este artigo quer investigar não é o que você sente. É por que você tem vergonha de sentir.

Psicanálise

Metade do Ano Passou. Por Que Você Sente Que Não Foi Suficiente?

Você lembra das resoluções. Das listas. Da clareza que o começo de um novo ano sempre traz: aquela sensação de que dessa vez seria diferente, de que as coisas finalmente sairiam do lugar. Havia um plano. Havia intenção. Havia, durante algumas semanas, até uma certa leveza que vinha de acreditar que o que precisava mudar estava começando a mudar. Agora é agosto. E alguma coisa dentro de você está fazendo as contas. Não é o seu chefe fazendo essa cobrança. Não é a sua família. Não é nenhuma voz externa que chegou até você com uma planilha do que deveria ter sido feito e não foi. A cobrança vem de dentro. Discreta, mas persistente. Comparando o que você é com o que você havia prometido que seria. E chegando, como quase sempre chega, à mesma conclusão: não foi suficiente. Mas e se o instrumento de medição estivesse errado? Este artigo não vai oferecer estratégias para recuperar o segundo semestre. Vai fazer algo mais necessário: questionar a forma como você está avaliando os sete meses que passaram. Porque a culpa de agosto raramente diz algo sobre agosto. Ela diz muito sobre como você aprendeu a se relacionar com o tempo, com a produção e com o próprio valor.

Psicanálise

O Inconsciente nas Telas: O Que a Compulsão por Celular Revela Sobre Você

A maioria das pessoas pega o celular sem perceber. Antes de dormir, ao acordar, no meio de uma conversa, no silêncio de um elevador. Não há uma decisão consciente nesse gesto. Ele simplesmente acontece. E é exatamente aí, nesse gesto automático e quase invisível, que a psicanálise tem muito a dizer. Este artigo explora o que está por trás da compulsão digital sob a perspectiva do inconsciente: por que pegamos o celular quando não precisamos, o que buscamos nessas telas sem encontrar, e o que esse comportamento revela sobre as estruturas emocionais mais profundas que carregamos.

Psicanálise

Por Que Você Continua Repetindo os Mesmos Padrões, Mesmo Quando Sabe Que Quer Mudar!

Repetir os mesmos padrões nos relacionamentos, nas escolhas e nas reações emocionais é uma das queixas mais frequentes de quem busca ajuda terapêutica. Mas por que isso acontece mesmo quando a pessoa já tem consciência do problema? Este artigo explora, sob a perspectiva da Psicanálise e da Hipnoterapia, como os padrões inconscientes são formados, por que eles se perpetuam independentemente da vontade racional e de que maneira é possível, com o suporte adequado, reorganizar essas estruturas internas e abrir espaço para uma vida genuinamente diferente.