A Criança Que Ainda Vive em Nós
Você estava numa situação que deveria ser ordinária, uma crítica no trabalho que não era grave, uma mensagem que demorou para ser respondida, uma mudança de plano que chegou de última hora, e algo no interior reagiu antes de qualquer pensamento conseguir interceptar: o coração acelerou, a voz sumiu ou endureceu, uma vergonha sem nome apareceu antes de qualquer avaliação do que estava acontecendo de fato, e quando o momento passou e a intensidade baixou, veio a pergunta que não se forma com clareza mas que está lá, baixa e persistente: por que reagi assim, com essa força, nessa situação? A resposta que este artigo vai construir não é simples, mas é precisa: porque quem reagiu não foi inteiramente o adulto que você é hoje.